terça-feira, 3 de maio de 2011

Fotografia

terça-feira, 3 de maio de 2011

VELHOS BONDES


Eu hoje cedo recebi a foto acima, que pertence ao acervo do Museu do Transporte Público Gaetano Ferolla, também conhecido por "Museu do CMTC".

O que mais me impressionou na fotografia, tomada da avenida Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, no sentido da avenida Ibirapuera (que começa ali e é na prática hoje a continuação da rua Joaquim Tavora), não são os trilhos dos bondes, que ali bifurcavam. Pela avenida Ibirapuera, seguiam para Santo Amaro. Seguindo pela própria avenida Rodrigues Alves, seguiam até perto do Matadouro pela rua Tangará, fazendo ali um balão e retornando.

O que me deixou espantado é que esta cena, do bonde fazendo a curva para seguir no retão de Santo Amaro - a avenida Ibirapuera ali somente dava passagem para o bonde, era um leito ferroviário - está viva na minha memória. Cansei de ver essa cena no final dos anos 1950 e nos anos 1960 (não necessariamente um bonde como esse, com reboque). Eu passava bastante por lá, com meus pais, nessa época.
créditos, link aqui.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fotografia

Sundown on Bâtca


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Cine Camarim

05/05 Mostra Comunidades - Cidade de Deus

Em maio o CineCamarim tem a honra de apresentar a Mostra Comunidades. Os filmes exibidos mostram diferentes olhares sobre as comunidades, revelando diversos personagens do cotidiano carioca. Tendo ênfase nos filmes rodados no bairro de Jacarepaguá, a mostra acolherá lançamentos recentes do cinema nacional. Em agradecimento especial às produtoras/distribuidoras: O2 Filmes, Videofilmes, Cine Luz e LuzMágica; pela autorização de exibição dos longas. Contando ainda com a presença do elenco e diretores dos longas a serem exibidos.


05 de maio
Cidade de Deus

Direção: Fernando Meirelles
Elenco:Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora.

O filme é uma adaptação do livro  de Paulo Lins, narra a história  da Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. "Um nocaute visual e uma metralhadora na edição", diz a revista Variety; já a francesa Libération :"O filme representa o auge de um novo cinema brasileiro". Além da própria CDD (como é chamada por seus moradores), o longa também foi rodado no conjunto habitacional Nova Sepetiba e na comunidade Cidade Alta. O elenco foi escolhido por jovens atores do grupo Nós do Morro durante oficinas ministradas pelo próprio Fernando Meirelles.

Indicado a 4  Oscars ( Diretor, Roteiro, Fotografia e Edição) e ganhador do BAFTA (British Academy of Film and Television Arts) de Melhor edição.

Camarim das Artes (ao lado do Garriga de Menezes e em frente ao Primus)
Rua Araguaia, 359 - Freguesia / Jacarepaguá
Horário: 19h
@cinecamarim
Quinta-feira 05/05
21 3392-7096
créditos, link aqui.

Arte

Pioneira e feminista

Precursora da videoarte internacional, a austríaca Valie Export ganha retrospectiva em Belo Horizonte

Nina Gazire

VALIE EXPORT: Corpo=linguagem/ 14ª Mostra Itaú Vídeo/ Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, BH/ até 1º/05

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PROVOCAÇÃO
Valie se coloca na posição de mulher-objeto para atacar estereótipos sociais

Waltraud Lehner nasceu em Linz, Áustria, em 1940, e viveu em um convento até os 14 anos. Aos 27, ao viver a explosão da contracultura e do feminismo, decidiu, em um gesto performático, transformar-se em uma marca. VALIE EXPORT, em caixa alta, passou a ser sua alcunha. Segundo ela, assim como a marca de cigarros mais consumida na Áustria, a Smart Export, a mulher era tratada apenas como uma commodity. “A palavra EXPORT serve como uma metáfora para aquilo que quero fazer: exportar e transportar minhas ideias para o exterior”, afirma a artista, no Brasil para a montagem da exposição “VALIE EXPORT: Corpo=linguagem”, em Belo Horizonte, com curadoria de Berta Sichel e organização do Instituto Itaú Cultural.

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CORPO SÓ
A artista em ação no projeto “Body Configuration”

ISTOÉ – Certa vez você afirmou que, se as mulheres abandonassem maridos e crianças, estariam livres para desenvolver sua criatividade. Isso ainda se aplica?

VALIE EXPORT – Sim, a frase ainda é válida. Quando disse isso, nos anos 1970, as diferenças eram muito mais exacerbadas. Os homens passaram a ajudar, mas a ajuda ainda é da esfera financeira e eles ainda se veem como únicos provedores. Se a mulher não tivesse a maior parte da responsabilidade de cuidar dos filhos, poderia desenvolver mais livremente a sua criatividade.

ISTOÉ – O que o feminismo significa para você hoje?
VALIE EXPORT – A igualdade de gênero ainda não existe. Principalmente no que diz respeito à remuneração econômica. O feminismo ainda luta pela colocação da mulher no mesmo patamar de igualdade e condição em relação ao homem. Só quando essa situação for alcançada é que se poderá discutir as diferenças.

ISTOÉ – Por que seu principal suporte de trabalho é o vídeo?
VALIE EXPORT – O uso da fotografia, do cinema e da pintura sempre foi feito por uma maioria masculina. Esses meios não são neutros. Existe uma contaminação no modo de usar e construir as linguagens pelo olhar masculino. O vídeo não tinha um histórico prévio e, nos anos 1970, se tornou uma ferramenta aproveitada pelas mulheres, na tentativa de construir uma linguagem própria.

ISTOÉ – E as novas mídias digitais também são neutras?
VALIE EXPORT – Sim, mas elas nos permitem uma liberdade ainda maior para a criação de outras identidades, livres dessa relação polarizada entre o olhar masculino e feminino.
ISTOÉ – Você sempre trabalhou o corpo como ferramenta de linguagem. Mas na série “Body Configuration” a cidade entra em questão. Como vê a relação entre corpo e cidade?
VALIE EXPORT – Em “Body Configuration”, o corpo aparece em relação a diferentes paisagens arquitetônicas de Viena. A escolha dos locais arquitetônicos foi feita de acordo com diferentes pe­ríodos históricos e políticos: A Viena medieval, a Viena do Império Austro-Húngaro e a Viena contemporânea. A ideia que está por trás desse trabalho é independente de o corpo ser masculino, feminino ou transexual. Trata-se da relação do corpo diante da paisagem urbana.

créditos, link aqui.

Cultura

Democracia se faz com arte


O novo país que a sociedade brasileira e suas instituições desejam construir exige os alicerces da cidadania cultural, do direito à expressão, da pluralidade e da autonomia do cidadão.
Democracia é uma falácia sem o pleno direito à mediação simbólica, sem o mais potente diálogo entre o local e o universal. Chegou a hora de refletir sobre os limites e os horizontes do espaço ocupado pela civilização na pós-modernidade. E de transformar o debate em passos concretos do Brasil em direção às novas utopias da liberdade.
Um mundo de adversidades e conflitos nos faz aprender o verdadeiro sentido das políticas culturais. Os aspectos sociais e éticos envolvidos no fenômeno da globalização, os avanços vertiginosos da ciência, a supremacia do capital sobre o humano, têm colocado os cidadãos frente a impasses nunca antes vivenciados.
A multiplicidade das demandas políticas contrasta com os fundamentalismos. A democratização dos meios de acesso à informação com a concentração de seu controle. A consciência ambiental com a voracidade econômica. O sistema financeiro, jamais tão milionário, com a miséria e a fome, jamais tão aterradoras.
Nossa capacidade de estabelecer um novo olhar sobre a questão cultural está em discussão. E com ela, nosso arbítrio sobre os direitos humanos e culturais, a sustentabilidade e a paz.
Leonardo Brant, editor
créditos , link aqui.

Cineclube Buraco do Getúlio

1º Filme do Ciclo Enlouquecendo

O Louco é o vigésimo segundo Arcano maior do Tarot, ou, simplesmente, o número 0, conforme os baralhos. Esta carta representa um jovem leve e solto, que caminha a tocar flauta. À sua frente está um precipício. Tem uma trouxa às costas, há uma borboleta que voa por ali e um cão que lhe morde o calcanhar. Em O homem que virou suco, um poeta popular nordestino recém chegado a São Paulo é confundido com operário de uma multinacional que matou o patrão. Este poeta flutua sobre o precipício. Às suas costas a trouxa de imigrante. O limiar entre extremos. As palavras em cordel.



III. O Folheto de Cordel

O Homem Que Virou Suco
Folheto de Cordel - 1974
Autoria: João Batista de Andrade.
Eu vou contar pra vocês
Uma história diferente
Tão verdadeira e bonita
Que não há quem a invente
Tudo o que eu conto é verdade
Embora às vezes aumente
Um homem não vale nada
Fora de seu quintal
Sem amigos sem dinheiro
Em sua luta contra o mal
De todo jeito que tenta
Acaba em triste final
O demo toma mil formas
                                               Do mais gordo ao magricela
                                               Um some na sua porta
                                               E aparece na janela
                                               Um te salva da fogueira
                                               Outro joga na panela
                                               (...)
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Cineclube Ciência em foco

o que há por trás de Hollywood


"Cidade dos sonhos oscila entre filme noir e filme de juventude e faz uma paródia de Hollywood: fala-se do domínio que a TV tem sobre Hollywood e que começa quando esses dois projetos colidem", Henrique Antoun, palestrante do Ciência em Foco de 7 de maio.

Se você gosta do nosso cineclube, ajude-nos a divulgá-lo! Teremos um grande prazer em receber novos e antigos cineclubistas para tardes de filmes instigantes e de reflexões sobre a vida que há dentro e fora deles.
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