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segunda-feira, 12 de março de 2012

Garbo: A dama misteriosa

em Cinema por em 11 de mar de 2012 às 22:17

Pouco se sabe sobre ela, uma das verdades é que foi uma das mulheres mais fascinantes do século XX. Afinal, quem era Greta Garbo? Embarque agora numa viagem pela vida da dama mais misteriosa do cinema.
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A mulher mais misteriosa do século se chamava na verdade Greta Lovisa Gustafson, nascida em Estocolmo - capital do Reino da Suécia - em 18 de setembro de 1905. Vinda de uma família pobre, ela era a caçula de dois irmãos. Começou a trabalhar muito cedo, aos 14 anos, e por consequência teve de abandonar os estudos. A carreira artística nasceu quando Greta começou a fazer pequenos filmes publicitários para as lojas de Estocolmo. Aos poucos, ela começou a se destacar e chamar atenção do público. Em um comercial de padaria Greta conseguiu ser engraçada e se fazer notar. Ironicamente, aquela que viria a ser uma das maiores atrizes dramáticas do cinema, deu seus primeiros passos como comediante.
Após conseguir uma bolsa de estudos na Academia Real de Teatro Dramático, onde estudou por dois anos, Greta foi descoberta pelo diretor finlandês Mauritz Stiller, que passou a ser um grande entusiasta da jovem Greta. Os dois fizeram um único filme juntos A Saga de Gösta Berling (Gösta Berlings Saga; 1924), onde ela desabrochou seu talento e dava sinais da grande atriz que viria se tornar. Em consequência do sucesso do filme, Greta e Stiller foram contratos pelo chefão da MGM Louis B. Mayer, que ficara encantado com a performance da atriz em A Saga de Gösta Berling. Nesse momento nasceu aquela que todo o mundo conheceria com o nome de Greta Garbo.
Ao chegar em Hollywood, o sucesso não foi imediato. Garbo ainda não era a mulher belíssima imortalizada nas telas de cinema. Como quase toda atriz na antiga Hollywood, Garbo passou por uma transformação, teve de perder peso, seus dentes foram corrigidos, fez algumas cirurgias plásticas e seus cabelos loiros foram escurecidos. Realmente, ela aparece loira em poucos filmes, parece que as loiras ainda não faziam tanto sucesso em Hollywood naquela época. Mas, seu grande desafio era a língua, ela ainda não falava inglês e o forte sotaque sueco era um enorme incômodo. Com o tempo ela se tornou fluente na língua, e seu inglês parecia mais com o britânico com acento charmoso.
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O primeiro sucesso foi em Laranjais em Flor (The Torrent; 1926) onde ela provou que viria a ser a maior estrela do cinema mudo da década. Aclamada pela crítica e amada pelo público, o sucesso prosseguiu em filmes como A Carne e o Diabo (Flash And The Devil; 1926), Anna Karenina (Love; 1927) e O Beijo (The Kiss; 1929). Seu último filme mudo. Em A Carne e o Diabo, Garbo contracenou com John Gilbert, um dos maiores astros do cinema mudo e par romântico de Garbo em vários filmes. Os dois iniciaram um tórrido relacionamento amoroso, de idas e vindas, Gilbert a pediu em casamento, mas Garbo o abandonou poucos meses antes da cerimônia, deixando Gilbert totalmente desolado.
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A essa altura, Garbo já era a maior estrela de cinema da época e a mulher mais bela e desejada do mundo. Sua carreira foi posta a prova quando os filmes mudos foram substituídos pelos falados. Todos se perguntaram, como seria sua voz? Será que ela falava inglês? Sim e sim. Garbo brilhou em seu primeiro filme falado Anna Christie de 1930, um sucesso de público e crítica que a tornou uma estrela do cinema falado e lhe garantiu uma nomeação ao Oscar de melhor atriz - a primeira de muitas. Outros monstros do cinema mudo não tiveram a mesma sorte, vários sucumbiram ao ostracismo e a morte. Incluindo John Gilbert, cujo grande amor da vida foi Garbo.
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Poucas vezes na história do cinema se viu uma atriz como Garbo. Seu estilo a fazia única dentre todas as grandes estrelas da época. Seu beleza estonteante, aliada um poderoso magnetismo pessoal e a eterna aura de mistério que permeava sua imagem, deslumbrava o público que ficava entorpecido com a arte daquela mulher incrível. Garbo se comunicava com a platéia através do rosto e de sua expressão facial, seu olhar era fulminante e exprimia todas as emoções possíveis. A expressão facial era de suma importância na era do cinema mudo pois com a ausência de som, os atores precisavam fluir os sentimentos através dos gestos e expressões faciais, mas a interpretação de Garbo era algo inacreditável, inalcançável. Garbo elevava a arte dramática ao máximo, ela exprimia tudo o que é o cinema de verdade. Ela era a dama misteriosa, igual ao título de seu filme de 1928.
Em 1929, o famoso fotógrafo Edward Steichen fotografou Garbo para a revista Vanity Fair. A foto de Garbo apoiando as mãos na cabeça se tornou legendária. Extensamente copiada, ela parece refletir um profundo desespero interior da atriz, ao passo que o medo e o terror transpassam a profundidade da própria fotografia.
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Ao longo dos anos 30 Garbo manteve-se como uma das maiores estrelas do cinema da época. Filmes como Mata Hari (1931), Grande Hotel (Grand Hotel; 1932), Rainha Cristina (Queen Christina; 1933), Anna Karenina (1935), A Dama Das Camélias (Camille; 1937) e Ninotchka (1939), alimentavam sua fama, seu sucesso e o mito de uma grande diva. Grande Hotel foi um dos maiores êxitos de Garbo, considerado o primeiro filme all-star do cinema, por juntar muitos astros em uma mesma produção. Nele, ela interpreta a melancólica bailarina Grusinskaya que fala a frase que marcaria Garbo pelo resto de sua vida: "I want to be alone" (Eu quero ficar sozinha). O sucesso foi incontestável e Grande Hotel obteve o Oscar de melhor filme em 1932.
Sem dúvidas, A Dama Das Camélicas foi o maior sucesso de sua carreira. Baseado no romance de Alexandre Dumas Filho, Marguerite Gautier foi o personagem da vida de Garbo. A interpretação dela para a cortesã que se apaixona por Armand Duval (Robert Taylor) e vive um amor impossível até as últimas consequências é emocionante, e o resultado não podia ser outro se não um sucesso avassalador. Apesar de ser um romance tão melancólico, Garbo esta especialmente diferente nesse filme, ela adiciona um pouco mais de ternura e ironia a história triste de Marguerite Gautier.
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A aposentadoria de Garbo prematuramente do cinema aos 36 anos é um mistério até hoje. Muito se falou sobre o que teria influenciado a atriz a abandonar o cinema. A idade, a 2ª Guerra Mundial, o declínio da carreira e sua vida privada foram ditas como possíveis rasões para a atitude de Garbo. O fato é que após o fracasso da comédia Duas Vezes Meu (Two-Faced Woman; 1941) dirigida por George Cukor, Garbo simplesmente resolveu dar um tempo na carreira - um tempo que durou mais de 50 anos. Durante muito tempo acreditou-se que Duas Vezes Meu fosse o responsável pelo fim da carreira da atriz, apesar de muitos já terem dito que essa afirmação é pretensiosa, porque apesar de Garbo ter ficado profundamente abalada com o insucesso do filme, isso não seria o bastante para fazê-la desistir da carreira de atriz.
A verdade é que ninguém sabia muito bem o que estava acontecendo com Garbo, dizia-se que ela voltaria a filmar depois que a guerra termina-se, e ela continuava contratada da MGM. O prazo para a volta da atriz as telas foi sendo adiado cada vez mais ao mesmo tempo que as especulações cresciam. Como Garbo não anunciava definitivamente o fim da carreira, ao longo das décadas de 40 e 50 choviam notícias de uma volta as telas, algumas verdadeiras mas a maioria falsas. Ela recebia inúmeras propostas e convites de produtores para um retorno as telas, um dos que mais a interessou foi A Duquesa de Langeais, de 1949, baseado no romance homônimo de Honoré de Balzac, que deveria ser dirigido por Walter Wanger. Garbo realmente quis interpretar esse papel, mas na última hora a produção acabou se tornando impossível devido ao estouro de orçamento.
Muitas vezes, o insucesso dos projetos devia-se a indecisão de Garbo em escolher um roteiro ou a incompetência dos seus agentes, de fato sempre havia um obstáculo a sua volta ao cinema. Poucas estrelas se mantém no topo por mais de 10 anos e Garbo esteve lá por pelo menos 15, artistas que gozam da popularidade que ela possuía raramente são esquecidos, como se vê, não foi mesmo o caso de Garbo. Mas, a medida que o tempo passava, todos já sabiam que ela nunca voltaria as telas novamente. Garbo já tinha se tornado um mito maior do que ela mesma. Embora muitos achem que pelo lado profissional o melhor foi ter posto fim a carreira ainda jovem, por outro lado Garbo acabou privando o mundo de sua grande arte, e se tornando refém do próprio mito. Abandonar sua carreira foi uma perda irreparável para o cinema.
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Garbo nunca se casou, sempre recusou ou declinou a todos as inúmeras propostas de casamento. Garbo nunca ganhou um Oscar, mesmo tendo sido indicada várias vezes. Recebeu somente um Oscar especial dedicado ao conjunto de sua obra, em 1954, e como já era de costume não compareceu a cerimônia. Garbo viveu o resto de sua vida reclusa em seu gigantesco apartamento na East Side, rua 52, nº 450, em Nova York. Evitando qualquer tipo de contato com a imprensa e fotógrafos, que Garbo detestava. A sueca mais famosa do cinema faleceu na manhã do dia 15 de abril de 1990, aos 84 anos.
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Um dos maiores mitos do século XX, nunca saberemos ao certo quem foi Greta Garbo. A dama misteriosa, sempre envolta numa névoa de fascínio, falou muito pouco ao longo da carreira. Não gostava de dar entrevistas, sequer autógrafos. Preferia se manter distante. Garbo é a personalização da diva inalcançável. Parece que nunca envelheceu, assim como os astros que morrem jovens e conservam sua imagem no tempo, Garbo também parou no tempo. Bela, jovem e talentosa. A ela, o poeta Mario Quintana dedicou dois versos.
Dois versos para Greta Garbo
"O teu sorriso é imemorial como as Pirâmides
E puro como a flor que abriu na manhã de hoje…"
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vitordirami
Artigo da autoria de Vitor Dirami.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Colherada Cultural

Imagens de "Somos Tão Jovens" e do longa "Faroeste Caboclo" adiantam febre Renato Russo que invadirá os cinemas brasileiros

por Luciana Borges - 11 de julho de 2011
Cena de O Tempo Não Para gravada em PaulíniaCena de O Tempo Não Para gravada em Paulínia
Saudosos do Legião Urbana e de Renato Russo já podem começar a sorrir. As primeiras imagens de dois filmes que têm o músico Renato Russo como destaque principal já estão na web. "Somos Tão Jovens", previsto para estrear em 2012, mostra o começo da trajetória do artista, nos anos 80, passando do surgimento de sua primeira banda, o Aborto Elétrico, até a fundação do grupo Legião Urbana, mesma época em que o rock nacional começou a despontar em Brasília.

LEIA MAIS: “Cilada.com”, comédia com Bruno Mazzeo, tenta misturar escatologia e romance

No papel do jovem Renato está Thiago Mendonça (que interpretou o sertanejo Luciano em "2 Filhos de Francisco"), cuja semelhança com o ídolo (na época de sua juventude) é notável e lembra a mesma impressão causada por Daniel de Oliveira quando interpretou Cazuza na cinebiografia "O Tempo Não Para".

A produção chegou a Paulínia, cidade do interior de São Paulo, para mais uma rodada de filmagens após boa parte da trama ter sido gravada na capital federal - a equipe ficou por lá durante quatro semanas. No elenco estão ainda Sandra Corvelone, Marcos Breda e Bianca Comparato. A direção é de Antonio Carlos da Fontoura (de "Gatão da Meia-idade") e o roteiro de Marcos Bernstein (de "Chico Xavier" e "Central do Brasil").

SAGA BRASILEIRA
Mais adiantado nas filmagens, "Faroeste Caboclo", longa-metragem baseado na canção homônima de mais de 15 minutos de duração escrita por Renato Russo e um de seus maiores sucessos como compositor (ele escreveu a canção com apenas 19 anos), também está com sua produção a todo vapor. A história, que conta a saga do jovem João do Santo Cristo desde seu nascimento, no sertão nordestino, até sua chegada à Brasília, onde entra para o crime e conhece Maria Lúcia, garota rica por quem se apaixona. João é interpretado por Fabricio Boliveira (do longa "400 Contra 1") e a heroína da história por Ísis Valverde. Também com previsão de estreia para 2012, a música se tornou roteiro pelas mãos de Paulo Lins, autor do livro "Cidade de Deus". E aí, deu para matar a saudade?

Clique aqui ou na foto abaixo e veja a galeria de fotos com imagens dos dois filmes:



E abaixo, relembre "Faroeste Caboclo" em uma apresentação do Legião Urbana em 1994, no Rio:
assista o v´deo , link aqui

domingo, 3 de julho de 2011

Anima Mundi começa dia 27 de julho em São Paulo


reprodução
Lista de selecionados já foi divulgada
Começa no dia 27 de julho e vai até o dia 30 do mesmo mês a 19ª edição do Festival Internacional de Animação do Brasil, o Anima Mundi.
Em breve, o Catraca Livre trará mais informações, inclusive com os locais e horários oficiais. Por ora, confira a lista de filmes selecionados para a edição deste ano. Clique aqui
O festival acontece anualmente e é tido como um dos maiores da América Latina. Durante todo o tempo do evento, são exibidos filmes em curtas, médias e longas-metragens – desde que sejam feitos em animação.
Mais
Dezenas de produções integraram o “I Concurso de Animação para Internet”. Entre eles está o vídeo “Uma Gota”. Na sinopse: “Uma reflexão de uma humilde menina sobre uma pequena “unidade” da água : A gota, que geralmente é esquecida por todos, mas quando unidas não se pode ignorar. O que seria de nós, humanos se cada um fosse uma gota?”
Clique aqui e veja as outras produções

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ASCINE-RJ: Nova Secretária do Audiovisual

ASCINE-RJ: Nova Secretária do Audiovisual: "From: Lidnarla Carvalho de Aguiar Sent: Wednesday, February 02, 2011 6:39 PM Subject: Nova Secretária do Audiovisual Ana Paula Santana fo..."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Acervo Publicitário

O que os filmes podem dizer-nos sobre nós






O que pode a psicanálise dizer-nos sobre o cinema ? Esta é a pergunta a que THE PERVERT´S GUIDE TO CINEMA se propõe responder. O filme conduz o espectador através de uma estimulante viagem por alguns dos maiores filmes de sempre. O guia e apresentador é Slavoj Zizek (lê-se Slavói Chichec), o carismático filósofo e psicanalista esloveno. Na sua apaixonada abordagem ao pensamento, vasculha a linguagem escondida do cinema, revelando o que os filmes podem dizer-nos sobre nós próprios. Seja destrinçando os enigmáticos filmes de David Lynch, ou deitando por terra tudo o que se pensava saber sobre Hitchcock.

Tamanho: 691 MB
Legendas: Português
Genêro: Documentário





*Obs: O link está dentro do download. Está hospedado na própria Internet, somente indicamos onde se encontra, não hospedamos nenhum arquivo que seja de distribuição ilegal. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cinema

"Zé Colmeia - O Filme" é para assistir com as crianças

por Thais Kuzman - 25 de janeiro de 2011
Zé Colmeia e o centrado ursinho CatatauZé Colmeia e o centrado ursinho Catatau
Para quem cresceu vendo as saídas estratégicas do Leão da Montanha, a cantoria de Dom Pixote ou os planos infalíveis de Pepe Legal, parece quase irresistível assistir a um filme protagonizado por alguém da extensa turma criada por Joseph Barbera e William Hanna, como o urso Zé Colmeia e de seu fiel escudeiro, Catatau. Passada a nostalgia, entretanto, o longa que leva o nome do ursão viciado em cestas de piquenique pouco tem para agradar aos adultos. LEIA MAIS: “Enrolados” atualiza conto de Rapunzel
Na tranqüilidade do Parque Jellystone, a dupla de protagonistas articula maneiras de roubar as guloseimas dos visitantes e de despistar o guarda Smith (Tom Cavanagh). A calma é abalada quando o inescrupuloso prefeito e seu assessor decidem desmatar o local na ânsia de conseguir dinheiro para alimentar uma campanha política.
Convencido de sua própria inteligência, Zé Colmeia quer ajudar Smith a preservar a área verde. Só que as técnicas do urso espertalhão, como dancinhas engraçadas e um show de esqui aquático, se mostram um fracasso e impulsionam o fechamento do parque. Derrotados, eles precisam da força de Catatau e de Rachel (Anna Farris), uma documentarista da natureza, para combater os políticos corruptos.
É de se espantar que com o avanço do gênero “infantil”, que recentemente trouxe os emocionantes e engraçados “UP – Altas Aventuras” e “Meu Malvado Favorito”, os estúdios ainda invistam em uma trama tão ingênua e previsível. A superficialidade da história fica evidente tanto nas escolhas óbvias do roteiro, quanto na construção caricata dos personagens. Há momentos de diversão, no entanto, muitos deles mais calcados no carisma dos ursinhos feitos por computador do que pelas piadas propostas pelos diálogos.
Outro ponto a se destacar é a naturalidade com que os protagonistas digitais passeiam e interagem com os atores de carne e osso sem causar nenhum estranhamento. A técnica, a mesma do fofo “Alvim e os Esquilos”, não parece ter avançado, mas também não deixa nada a desejar.
“Zé Colmeia – O Filme” espertamente tem 80 minutos de duração, tempo suficiente para não cansar os pequenos, os mais satisfeitos com a aventura. As crianças, aliás, são fator importante para um adulto curtir o longa: o que está na tela não agrada tanto, mas as gargalhadas delas são irresistíveis.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CNC Brasil

Estado, Cinema e Indústrias Criativas e de Conteúdos

De: neimarab
Data: 20 de janeiro de 2011 22:36
Assunto: [Abdistas] Sobre o destino da Sav e a criação da Sec da Industria Criativa – algumas questoes
Para: “[ABDISTAS]“

Assunto: Sobre o destino da Sav e a criação da Sec da Industria Criativa – algumas questoes

Estado, Cinema e Indústrias Criativas e de Conteúdos

por Anita Simis
Em julho de 1990, portanto, há mais de 20 anos, publiquei no Jornal do Brasil um artigo intitulado “De volta ao cinema dos anos 20?”. Vivíamos então o chamado desmanche do Estado, quando o governo extinguiu ou dissolveu diversos órgãos e criou a Secretaria da Cultura. Diversas instituições simplesmente deixavam de existir: o Ministério da Cultura (1985), que significava apenas 0,5% do orçamento da União, a Fundação do Cinema Brasileiro (1987), que além de realizar festivais e conceder prêmios, desenvolvia a pesquisa, a conservação de filmes e a formação profissional, o Concine (1976), que exercia a função de normatizar, controlar e fiscalizar as atividades cinematográficas e de vídeo e produzia dados diversos sobre o desenvolvimento da atividade, a Embrafilme (1969), agência criada durante o regime militar e responsável por diversas atividades entre as quais o financiamento, a distribuição e a exibição dos filmes nacionais.
Ironizando o fato, procurei mostrar que haviam escolhido mal o cenário para o enredo de um filme nacional oficial, afinal, desmantelando as instituições voltávamos à estaca dos anos 1920. E acrescentava: “Se o enredo voltasse aos anos 10, certamente os defensores da ausência de uma política cultural teriam argumentos mais sólidos. No entanto, os anos 10 parecem estar a léguas de distância, enquanto os anos 20 em tudo se assemelham à nossa atual situação”. A comparação se justificava ao demonstrar que a argumentação neoliberal fazia sentido para um tempo em que o cinema brasileiro era produzido com base na lei do livre mercado, num estado de nostálgica melancolia mofada. Na toada liberal, alguns artigos enfatizavam inclusive que o desenvolvimento da produção cultural rimava com o uso das próprias forças da arte, que para superar a crise dos anos 1980 era necessário valer-se de uma dose de inventividade, saúde e coragem!
Esse estado existia no período entre 1908 e 1913, quando o Brasil alcançou uma produção de 963 títulos, quando não havia uma cisão entre produtores e exibidores, funções que na verdade se traduziam na mesma pessoa, e isso sem esquecermos que as distribuidoras norte-americanas só se estabeleceram no Brasil após a Primeira Guerra, cabendo a importação dos filmes igualmente à mesma pessoa do produtor/exibidor. Assim, filmes como Os estranguladores (1908) e Paz e Amor (1910) não sofreram restrições, sendo o primeiro exibido mais de 800 vezes em dois meses, e o segundo mais de 900!
Já nos anos 1920, vários pontos de intersecção podiam ser identificados com os 1990, pois a atuação do governo Collor no campo cultural pretendia voltar aos tempos em que o Estado ainda não havia ensaiado qualquer intervenção que favorecesse o florescimento de uma indústria cinematográfica, deixando os produtores brasileiros livres para encontrar as vias de expressão, mas, sublinhe-se, num mercado agora totalmente organizado em função dos interesses do cinema estrangeiro.
Essa aversão ao Estado, como agente capaz de sinalizar uma política, especialmente no âmbito da cultura, com o argumento de que o Estado que empresa espetáculos, patrocina artistas ou promove iniciativas na verdade favorece uma “cultura oficial”, foi a tônica repisada na imprensa durante vários anos. Com as devidas ressalvas, mesmo Fernando Henrique Cardoso somava suas teses ao argumento, declarando em 1990: “O pensamento da esquerda, especialmente na América Latina, se baseou muito na idéia de que o fundamental era o desenvolvimento, de que o Estado era a agência central para esse desenvolvimento e de que os instrumentos coletivos de ação primavam sobre os individuais”.
Hoje, a tese de que o Estado é fundamental para o desenvolvimento não deve ser mais um dogma de esquerda. Já há categorias sociais específicas que cuidam do desenvolvimento, os empresários”. (Folha de S. Paulo, 11/3/1990).
Por outro lado, analisando vastos períodos da política cultural e do desenvolvimento da indústria cultural, não podemos deixar de notar que a intervenção do Estado nos períodos fechados foi intensa e muitas vezes tolheu a liberdade e criatividade de expressão. Mas, se desde os primórdios da preocupação do Estado com questão cultural, ainda no século XIX, quando, sob influência européia, sob a ideologia positivista, o Brasil precisava ser “civilizado”, quando cultura significava civilização e estava imbricada na educação, foram criadas a partir do Estado instituições como bibliotecas, escolas de belas artes, museus, arquivos, hoje, a preocupação já não é com a nação, mas com a sociedade. Já superamos o paradigma da nacionalidade, não se trata mais de construir uma nação, mas de democratizar uma sociedade injusta e desigual, de construirmos um diálogo aberto para o mundo.
Evidentemente, não podemos deixar de evidenciar o peso desse legado e perceber o quanto somos ainda credores dos resquícios desse passado, mas já podemos enxergar avanços significativos. Assim, já não se propõe um Estado para intervir, centralizar decisões, principalmente para difundir o nacionalismo e propor uma integração nacional pelo alto. Sem a contundência e eficácia do caráter repressivo, controlador e centralizador dos regimes autoritários, felizmente Estado, Cinema e Indústrias Criativas e de Conteúdos desmoronaram seus mecanismos e, caso se notem vestígios, são prontamente denunciados. Tal como no pós 1945, podemos olhar no espelho retrovisor das políticas que a partir do final do regime militar houve uma intensa atuação no sentido de procurar uma via de organização dos produtores de cultura em busca de sua sobrevivência, de medidas que se ajustassem no sentido de destravar amarras que os ligassem ao Estado, sem, no entanto, prescindir de sua presença justamente no sentido de garantir a competição no mercado, especialmente no âmbito da indústria cultural, onde predomina o produto estrangeiro, produto que, por sua vez, aproveitou para se desvencilhar de toda e qualquer obrigação tributária ou restrição com base regulamentar.
Talvez a última crise de 2009 ainda não tenha colocado com a devida ênfase que só o Estado pode favorecer normas consensuais para um regime de livre iniciativa, de livre concorrência e da prevenção ao abuso do poder econômico. Sem essas normas, o que se apresenta é um mercado onde a livre concorrência se impõe entre leões e macacos no terreno deserto, sem qualquer árvore que possa salvar ao menos uma família de macacos.
É nesse sentido que entendemos a atual disposição de efetuar o convênio entre Ipea e Socicom. Particularmente em seu subprojeto 2, que trata das Indústrias Criativas, propõem-se bases para uma política que sinalize as vias de desenvolvimento das indústrias da comunicação e da cultura que estão estruturadas a partir das tecnologias da informação e da comunicação (TICs).
A fundação, em conjunto com representantes de 14 entidades que compõem a federação, se propõe a patrocinar e instrumentalizar governo e sociedade com uma pesquisa inédita no âmbito das Indústrias Criativas.
Trata-se de iniciar uma análise acerca do desenvolvimento, na primeira década do novo século, e as perspectivas para a próxima década, nos setores de mídia impressa e virtual (jornal, revista e livro), mídia sonora (rádio, disco, telefone e novos suportes), mídia audiovisual (cinema, televisão, videojogos e vídeo), multimídia (internet, outdoor, aparatos móveis e convergência de mídias).
Estão previstos, assim, os seguintes indicadores a serem perseguidos nos próximos anos:
1. Mídia impressa e virtual: jornal, revista e livro.
1.1. Jornal: assinantes por ano, número de jornais existentes por ano, volume de vendagem de jornais por ano, investimento publicitário por jornal.
1.2. Revista: assinantes por ano, número de revistas publicadas por ano, volume de vendagem de revistas por ano, investimento publicitário por revista.
1.3. Livro: vendas de livros por ano, número de livros publicados por ano, volume de vendagem de livros por ano.
2. Mídia sonora: rádio, disco e novos suportes.
2.1. Rádio: número de empresas existentes por ano, número de empresas de rádios digitais existentes por ano, número de emissoras de rádio por estado, investimento publicitário.
2.2. Indústria fonográfica: formatos (disco, CD, VHS, DVD, digital), número de discos/DVD vendidos por ano, número de músicas digitais vendidas por ano, número de empresas gravadoras por ano, número de CDs e DVDs piratas apreendidos por ano, consumo do repertório nacional, internacional e clássico no mercado fonográfico brasileiro 2001-2009.
3. Mídia audiovisual: cinema, televisão, videojogos e vídeo.
3.1. Cinema: número de espectadores de filmes nacionais por ano, número de espectadores de filmes estrangeiros por ano, número de produtoras existentes por ano, longa metragem e curta metragem, número de filmes nacionais produzidos por ano, número de filmes nacionais exibidos por ano, número de filmes estrangeiros exibidos por ano, número de cineclubes por estado, número de salas de cinema por estado, número de assentos nas salas de cinema por estado, total de espectadores por ano, preço médio de ingressos vendidos por cinema, remessa dos lucros dos filmes estrangeiros com dados sobre o remetente, o favorecido no exterior e o valor por ano (Banco Central), número de distribuidoras nacionais e internacionais, número de redes de exibição e exibidores independentes.
3.2. Televisão e TV por assinatura: número de redes de televisão por região, número de aparelhos de televisão por região, número de assinantes por ano, número de espectadores de TV aberta por ano, número de assinantes de TV por assinatura por ano, número de filmes estrangeiros exibidos na TV aberta por ano, número de filmes nacionais exibidos na TV aberta por ano, número de filmes nacionais exibidos na TV por assinatura por ano, número de filmes estrangeiros exibidos na TV por assinatura por ano, horas/semana por categorias/gênero dos programas por região, horas de programação nacional exportadas por ano e por emissora, investimento publicitário e número de redes de televisão, abertas, fechadas e em UHF.
3.3. Vídeo: número de videolocadoras existentes por ano, número de vídeos nacionais lançados por ano, número de vídeos estrangeiros lançados por ano.
3.4. Videojogos: produção de videojogos nacionais, investimentos publicitários em videojogos, espaços midiáticos especializados em programas de videojogos, número de empresas brasileiras que desenvolvem videojogos, resultados econômicos do setor; exportação de videojogos.
4. Multimídia: internet, outdoor, telefonia, aparatos móveis, investimento publicitário por cada um dos veículos.
4.1. Internet: número de operadoras por ano, número de casas de lan-house por ano, número de computadores conectados (domicílios, escolas, empresas).
4.2. Outdoor: número de outdoors por ano.
4.3. Aparatos móveis, número de Iphones, número de Ipods, número de podcasts, número de smartphones.
4.4. Telefonia: número de empresas produtoras de aparelhos móveis e fixos de telefone, número de celulares móveis e fixos vendidos, produção de conteúdos digitais para celulares, mercado publicitário para celulares e número de usuários de telefone com acesso a banda larga.
A realização da pesquisa leva em conta a combinação de métodos qualitativos (análise de dados primários em fontes estatísticas e congêneres, bem como a consulta a fontes bibliográficas e hemerográficas) e quantitativos (elaboração de índices comparativos e projetivos). Essa pesquisa compreenderá uma publicação impressa e um site com a indicação de dados e fontes para a alimentação contínua de um Observatório Nacional das Políticas Públicas de Comunicação. Esse Observatório será um instrumento fundamental para produção de indicadores seqüenciais capazes de compreender as tendências na comunicação, e em particular das Indústrias Criativas, e assim orientar a constituição de uma política planejada. Para tanto, será imprescindível a interlocução entre organismos oficiais (ministérios, agências, institutos, principalmente o IBGE, etc.) e privados (Itaú Cultural, Sesc, Senac, Observatórios, etc.).
Esse trabalho poderá, assim, fortalecer mecanismos de planejamento sistêmico na área, submetendo o improviso a um controle, mas sem inibir a disposição para uma política original, ou, ao menos, quando já introduzida em outros países, nunca posta em prática no Brasil. Quem sabe assim não voltemos mais aos anos 1920, quando o cineasta ou outros produtores de cultura eram vistos como aventureiros, vagabundos e até vigaristas, constituindo uma sólida indústria criativa que afaste o pessimismo daqueles que pregavam bordões como: “O Brasil não produz filmes, assim como não produz cerejas”.
* Anita Simis, é Professora Livre-Docente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista – UNESP.
Texto encaminhado por Neimar Alves Barroso
Documentarista / Desenho de Projetos Audiovisuais
55 31 3475-3726
http://projetoguardasol.blogspot.com
Universidade Federal de Minas Gerais

Av. Antonio Carlos, 6.627 – Campus Pampulha
31.270-901
Belo Horizonte – MG – Brasil

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Lista Abdistas

http://mailman.visualnet.com.br/mailman/listinfo/abdistas
Créditos: link aqui.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ASCINE-RJ: Revisão da lei de direito autoral e Ecad

ASCINE-RJ: Revisão da lei de direito autoral e Ecad: "Publicado em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/192340-REVISAO-DA-LEI-DE-DIREITO-AUTORAL-PODE-COMECAR-A-TRAMITAR-..."

Cinema

O SOL DO MEIO DIA - filme - Nova Transa Amazônica...................................Estréia Guion Porto Alegre


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cinema



“Enrolados” surpreende como melhor estreia do fim de semana
Postado por Léo Francisco 

Faltou pouco mais de 1 milhão de dólares para que o novo conto de fadas musical da Walt Disney Animation Studios, “Enrolados” (Tangled) estreasse em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas neste fim de semana, batendo a primeira parte do último filme da franquia “Harry Potter“.leia mais ,acesse:
http://www.planetadisney.com.br/noticia/enrolados-surpreende-como-melhor-estreia-do-fim-de-semana/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cinema

Cinema de SP tem sessão para cegos; veja como funciona

A audiodescrição de filmes ainda tem pouco espaço nas salas brasileiras de cinema. Na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, encerrada nesta quinta-feira (4), quatro filmes contaram com a narração especial...continue lendo,acesse:
http://teatrocaetanno.wordpress.com/2010/11/05/cinema-de-sp-tem-sessao-para-cegos-veja-como-funciona/

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cinema

Arnaldo Jabor fala sobre seu novo filme "A Suprema Felicidade"

O cineastas explica como foi a construção do filme.
Arnaldo Jabor está lançando “A Suprema Felicidade”, sua volta ao cinema depois de mais de 20 anos. O jornalista comenta que estava ficando "envenenado" de tanto fazer comentário político. Jabor diz que há três anos pensava em fazer alguma coisa bela para deixar de criticar o feio.leia mais acesse:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1627853-17665,00-ARNALDO+JABOR+FALA+SOBRE+SEU+NOVO+FILME+A+SUPREMA+FELICIDADE.html

domingo, 17 de outubro de 2010

Mary Pop: A História dos Cinemas de Niterói (documentário)

cinemaMary Pop: A História dos Cinemas de Niterói (documentário): "Documentário contará história dos antigos cinemas de rua de Niterói Cinema Icaraí Cinema São Jorge Por: Adriana Martins 17/10..."