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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Música eletronica no violão
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Circulando Música
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Música
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Pato Fu e "As Ceguinhas de Campina Grande" - Noite Enluarada
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Meninos - Juraildes da Cruz
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Napoleon Strickland - The Boogie
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Blog Novas do Circo: Podcast do Circo Voador :: Ah aquelas tardes de ve...
Blog Novas do Circo: Podcast do Circo Voador :: Ah aquelas tardes de ve...: 01 - Marcos Valle – Que bandeira! 02 – Mayer Hawthorne – A long time 03 – Bixiga70 – Balboa da Silva 04 – Beastie Boys part. de Santigo...
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Homenagem a Cássia Eller
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domingo, 14 de agosto de 2011
Neila Tavares Geléia Geral
A SANFONA BRASILEIRA
Postado por Neila Tavares
"Senhor" e sua coleção de sanfonas. É o maior colecionador conhecido no país.Foto da página http://www.iplay.com.br/Imagens/Divertidas/01O4/Senhor_Mostra_Sua_Colecao_De_SanfonasA sanfona é um dos instrumentos mais apreciados da música autenticamente brasileira. E a foto acima, deste colecionador, vem aqui ilustrar a grande pluralidade performática deste único instrumento, de norte a sul do país.
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
Muito associada a Luiz Gonzaga, o gênio pernambucano , a sanfona é muitas vezes confundida com o ritmos nodestinos. Mas terá igualmente um papel fundamental no Centro-Oeste e no Sul.
No Nordeste, a sanfona chegou no sec.20, com a expansão da malha ferroviária, levada pelos ingleses. Chegou junto com o nascimento do forró. É que uma sanfona sozinha faz um baile inteiro.
Dino Rocha, o Rei do Chamamé. Mato Grosso do Sul
O acordeão ( acordeón, no francês) não nasceu na França., mas na China, com o nome de Cheng, há 5000 anos, caiu no gosto da Alemanha, onde se desenvolveu, chegou ao Brasil com os alemães e italianos, disseminou-se primeiro em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, antes de se interiorizar . Aqui, o acordeão recebeu o nome de sanfona, no Nodeste; de gaita, gaita de foles, gaita-ponta, concertina, realejo... no Sul. Em 2006, o acordeão de oito baixos passou a ser um símbolo oficial do Rio Grande do Sul.
"A verdadeira sanfona brasileira é aquela de oito baixos e tamanho um pouco menor" (Oswaldinho do Acordeon).
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Luiz Gonzaga, o Rei do BaiãoMuito associada a Luiz Gonzaga, o gênio pernambucano , a sanfona é muitas vezes confundida com o ritmos nodestinos. Mas terá igualmente um papel fundamental no Centro-Oeste e no Sul.
No Nordeste, a sanfona chegou no sec.20, com a expansão da malha ferroviária, levada pelos ingleses. Chegou junto com o nascimento do forró. É que uma sanfona sozinha faz um baile inteiro.
Dino Rocha, o Rei do Chamamé. Mato Grosso do Sul
O acordeão ( acordeón, no francês) não nasceu na França., mas na China, com o nome de Cheng, há 5000 anos, caiu no gosto da Alemanha, onde se desenvolveu, chegou ao Brasil com os alemães e italianos, disseminou-se primeiro em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, antes de se interiorizar . Aqui, o acordeão recebeu o nome de sanfona, no Nodeste; de gaita, gaita de foles, gaita-ponta, concertina, realejo... no Sul. Em 2006, o acordeão de oito baixos passou a ser um símbolo oficial do Rio Grande do Sul.
"A verdadeira sanfona brasileira é aquela de oito baixos e tamanho um pouco menor" (Oswaldinho do Acordeon).
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Sanfoneiros gauchosConsiderado um instrumento extremamente versátil, servia igualmente ao fado, à polca , à valsa, à música folclórica, ao xote, ao xaxado, ao baião, à milonga , ao vanerão, caiu com a chegada da bossa-nova, retornou no final dos 1900s, chegou com músicos brasileiros aos grandes palcos do jazz.
Hermeto Pascoal, pioneiro na introdução da sanfona no jazzExigindo um grande conhecimento do músico, a execução da sanfona, ainda hoje, no interior do país é passada de pai para filho.
Menina sanfoneira de seis anos de idade. Toca na Orquestra Sanfônica de Mossoró
Veja neste link a beleza da Orquestra Sanfônica de Aracaju, formada em 1999, cujos componentes vão de 6 a 80 anos de idade: http://www.youtube.com/watch?v=P4IeBXm56jw&feature=relatedOutros dois grandes sanfoneiros brasileiros de projeção internacional
Dominguinhos, considerado pelos especialistas um dos maiores instrumentistas do mundo
E... Sivuca. Neste vídeo, em Forró do Dominguinhos:
assista o vídeo e confira o blog link aqui
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Telma Cavalcanti
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sábado, 25 de junho de 2011
Patrimônio público
Durante séculos, debulharam-se em montanhas de papéis amontoados, dentro de porões, ou esquecidas em acervos, composições de grande sofisticação e qualidade cultural, produzidas por filhos ou netos de escravos, entre o século 16, passando pelo ciclo do ouro. O material desta época de grande apogeu das manifestações artísticas do Brasil Colônia esteve esquecido, escondido, adormecido e quase carcomido por um longo tempo, em que apenas lhe prestou homenagens com o silêncio, mas, no final dos anos 1940, este viria a ser quebrado pelo professor e musicólogo Curt Lange e, posteriormente, pelo maestro Marcelo Antunes Martins.
Nos séculos 16 e 17, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro tinham orquestras formadas exclusivamente por mulatos ou negros. Essas confrarias produziam a mais nobre forma de atração cultural e artística da época. A corte portuguesa, uma das mais ricas da Europa em termos de música, segundo o maestro Júlio Medaglia, cuja biblioteca musical era a segunda maior depois da do Vaticano, trazia para a Colônia toneladas e mais toneladas de partituras que eram minuciosamente estudadas e analisadas por músicos mulatos ou negros. Uma das particularidades sobre o tema, contadas pelo maestro, foi o caso de um quarteto de Haydn: “Estive uma vez com o professor Curt Lange, lá em Minas, e encontramos um quarteto de cordas de Haydn que tinha sido copiado por João José Gomes, se não me engano. Nós achamos o nome desse tal de João José Gomes lá numa confraria de mulatos em Minas Gerais, portanto, brasileiro. O nome era brasileiro e ele que fizera a cópia. Essa partitura estava toda cheia de pingos de velas, e a borda, arredonda de tanto virar a página. Ou seja, aquele quarteto foi tocado de forma exaustiva. E os caras estavam participando realmente do que estava acontecendo. Aí, nós vimos a data da cópia, e era de 14 anos antes de Haydn morrer na Áustria. Significa que o homem estava vivo, produzindo o que havia de mais recente e o quarteto já estava sendo tocado aqui”.
ASSIMILAÇÃO
Os atualmente conhecidos como mestres mulatos eram, na época, filhos ou netos de escravos, que muitas vezes recebiam do pai branco o nome e a alforria, ou eram contratados pela corte para exercer a função de músicos. A absorção do conhecimento desses homens era feita através de análise e assimilação do material trazido da corte portuguesa para a Colônia; e, desse estudo, surgiram inúmeras composições espalhadas por todo o Brasil. Não se tem ideia do volume de obras produzidas desde o período colonial e, por outro lado, nosso país é o mais atrasado na organização e na recuperação de acervos musicais, conforme o maestro Marcelo Antunes Martins, que pesquisou o assunto durante 11 anos. Muitos desses compositores foram mestres de capelas, e muitas das obras recuperadas são obras sacras. Mas também compõem o acervo organizado e resgatado inúmeras produções que não são vinculadas ao âmbito religioso.
Não é que a época da escravatura no Brasil tenha sido algo brando, já que impossível pensar nos dois termos em um só contexto, mas o mestre em História André Honor lembra, por exemplo, como o castigo “era algo institucionalizado, onde só havia contestações quando era exacerbado”. A escravidão não era vista, nem pelos escravos, como algo errado. Ela existia. Lógico que, quando se é escravo, deseja-se não ser um, porém isso não significa necessariamente a condenação do sistema escravista. Era comum escravos possuírem escravos, tanto os libertos, quanto aqueles que ainda não haviam sido alforriados. Fazia parte do sistema o que comumente é chamado de “brechas”. Escravos possuíam um dia de folga, produziam hortas, vendiam esses produtos e acumulavam pecúlio, geralmente utilizado para comprar sua liberdade. O mulatismo é algo muito bem trabalhado por Gilberto Freyre, como os senhores se utilizavam das negras para fins sexuais, gerando um número grande de mulatos, que muitas vezes eram reconhecidos à época do nascimento ou em testamento. Salvo raras exceções, não existiu uma unidade de negros no Brasil lutando contra a escravidão. Era comum haver conflitos internos devido às diferenças étnicas entre os negros de uma mesma fazenda, algumas etnias inimigas históricas na África.
A primeira descoberta começou no final dos anos 1940, quando Curt Lange veio da Alemanha para a América Latina, devido à guerra; e, ao visitar o Brasil, deparou com a arte barroco-mineira. Para ele, era quase impossível haver artes plásticas ou esculturas desconhecidas, mas não se sabia de nada relacionado à música gerada nessa época. A partir dali, ele encontrou pistas e começou a descoberta do paradeiro de inúmeras partituras em porões de casas particulares no interior de Minas Gerais. A pesquisa, de anos, culminou no concerto regido pelo maestro Júlio Medaglia, em 1959, no Teatro Municipal de São Paulo, onde as partituras também foram expostas em estruturas blindadas. Passaram também a ser envolvidas em uma problemática sobre sua veracidade, e começou o protesto de requerimento dessas obras por vários musicólogos. Ali, o tema veio ao público pela primeira vez e se tomou conhecimento da música produzida pelos mestres mulatos.
Em 1990, em um dos encontros da Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), o maestro Marcelo Martins conheceu o arcebispo de Minas Gerais, Dom Luciano Mendes. A sede da arquidiocese ficava em Mariana, onde também se encontra o maior acervo de música colonial brasileira, devido ao ciclo do ouro. Ali se deu a reunião de compositores geniais, facilitada pelo movimento de dinheiro que passava pela região, desde Diamantina até Paraty, no Rio de Janeiro – uma ligação de cidades riquíssimas. Nesse encontro, Dom Luciano assistiu a uma orquestra de jovens, incluindo o maestro, apresentando a Cantata 140, de Bach. Interessado por esses jovens, disse que tinha um acervo que estava fechado para visitação na época e convidou o maestro para conhecê-lo. Então, este iniciou a pesquisa que se estenderia por mais de uma década, percorrendo Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Além do acervo reunido – por volta de 80 partituras –, Marcelo realizou o trabalho de restauração, bem como a criação da Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres, cujo site (www.sinfonieta.com.br) expõe, além das gravações de três CDs, também as partituras abertas gratuitamente para o público. O intuito do projeto, segundo o maestro Martins, é trazer para o público um panorama histórico da música brasileira, das mais antigas partituras a Pixinguinha. O CD Os mestres mulatos, por exemplo, tem a execução de uma partitura datada de 1759.
Questionado sobre a sequência da pesquisa, Marcelo diz que deseja continuá-la, mas depara com os entraves da política cultural que, segundo ele, não se empenha na preservação do patrimônio histórico. E enfrenta ainda “a posição protecionista da igreja, insistindo em manter fechados os seus acervos”, e “a falta de união entre alguns musicólogos, que tomam posse do que viria a ser um patrimônio público”.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
“Profissão: Músico” na Era do Acesso
Camila Garófalo
"Toda música do mundo está disponível para ser escutada. Basta querer." (Luciano Balen, responsável pela percussão, trilhas e vídeos do Projeto Ccoma)
Como um músico sobrevive numa pós-revolução MP3? Como viver e depender de uma profissão que, aparentemente, perdeu sua fonte de lucro em meio ao cenário que se deu? Para enferrujar as grandes gravadoras e fragilizar a indústria da música, foi preciso nascer apenas uma expressão: download.
Para ilustrar (e sonorizar) esse quadro, o Projeto Ccoma, um duo de jazz contemporâneo de Caxias do Sul e o cineasta colombiano Daniel Vargas decidiram sair pelas ruas do mundo colhendo depoimentos de músicos do Brasil, Inglaterra, França, Uruguai, Colômbia, Alemanha e Grécia.
“O Dj Anderson Noise foi o primeiro entrevistado e nos ajudou muito a entender como funciona o mercado da música eletrônica e deste conceito, acabamos abrindo pros músicos de rua em Londres, pro Dj Ravin, para os músicos de rua de Bogotá. Acho que esse filme resume um pouco o momento em que estamos vivendo, em que a maioria das coisas são híbridas, feitas um pouco aqui no Brasil, montadas na China, e vendidas de volta para os brasileiros que viajam a Miami para fazer compras.” (Luciano Balen, do Projeto Ccoma)
O documentário “Profissão: Músico” produzido entre outubro de 2009 e dezembro de 2010, é inspirado nas soluções que esses profissionais encontraram para que não fossem engolidos pelo novo sistema da Era Digital, onde a internet (quando usada a nosso favor) torna-se um meio eficiente de aproximação entre artista e público.
Com uma câmera na mão e com a trilha sonora do próprio Projeto Ccoma (baixe aqui) adotou-se o método Faça Você Mesmo (DYI), provando que o verdadeiro cinema e a verdadeira música do novo mundo digital dependem unicamente de quem quer e faz e não de quem espera acontecer.
“Não é um cara atrás de uma mesa que vai dizer o que é bom, ou não é. Tu fazes e lança! A Internet é tudo!” (a jornalista Kátia Suman no documentário)
Confira o média metragem “Profissão: Músico” de 45 minutos
Por dentro do Projeto Ccoma
acesse aqui e assista o vídeo.
É um duo de jazz contemporâneo, formado pelo trompetista Roberto Scopel e pelo percussionista Swami Sagara, que mistura a sonoridade eletrônica do final dos anos 70, com trompete e percussão.
Como se autodescrevem, é um “saravá-eletrônico-milles-davis” que se faz presente numa série de elementos: instrumentos como o raro hang drum, e o theremin (um dos primeiros instrumentos eletrônicos da história).
O duo também se utiliza de projeções de vídeo, feitos por eles mesmos, que incrementam na ambiência do espetáculo.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Música
Sobre a cantora Marina Lima
O seguinte texto, escrito por mim sobre minha irmã, Marina Lima, que está lançando um novo disco, foi publicado na quarta-feira, 1 de junho, na "Ilustrada", da Folha de São Paulo.
Arte de Marina Lima funciona como um espelho mágico
Marina é da raça das cantoras que, ao invés de interpretar as canções que cantam, fazem-se interpretar por elas. Mas não se trata simplesmente de que as canções nos revelem a psicologia da mulher que canta. As cantoras a que me refiro fazem da sua voz a intersecção da fala e do canto, da vida e da arte, do singular e do universal.
Como diz o compositor Luiz Tatit, "a voz que canta prenuncia, para além de um certo corpo vivo, [...] um corpo imortalizado em sua extensão timbrística".
A música de Marina, é, por um lado, um gesto intensamente pessoal e, por isso, precário e arriscado; mas é, por outro lado, um voo perfeccionista e impaciente com todas as vicissitudes demasiadamente humanas.
Em virtude da primeira característica, identificamo-nos com ela, mas, em virtude da segunda, a admiramos. No entanto, separá-las é ato de abstração, pois elas são indissociáveis. O todo, a arte de Marina, funciona como um espelho mágico, que nos devolve não a imagem da nossa realidade física ou psicológica, mas a força de sentimentos maravilhosos e obscuros e de promessas de felicidade há muito dormentes em nosso coração.
créditos, link aqui.
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domingo, 15 de maio de 2011
Adriana Calcanhotto
Na infância em Porto Alegre, o samba já estava entre os ritmos que saíam constantemente da vitrola invadindo os ouvidos de Adriana Calcanhotto. “Meus pais sempre gostaram, apesar de não ser a música que mais ouviam”, conta ela, filha de um baterista de banda de jazz e bossa nova e de uma bailarina. “Mas sempre tiveram uma paixão reverente pelo balanço do samba e é nesse sentido que afirmo que não teria muito como escapar: se não herdasse de um, herdaria do outro.”
Anos mais tarde e já famosa, ela não abandonou o ritmo que é filho das raízes africanas no Brasil, embora o repertório da cantora não se prenda a um estilo único, indo da bossa nova ao rock, sempre com pitadas de originalidade nos arranjos. “No meu primeiro disco, Enguiço (esgotado), gravei samba, no segundo, gravei com a Mangueira do Amanhã [Grêmio Recreativo e Cultural]. Enfim, não vou fazer contabilidade, mas tudo o que pode ser chamado de ‘minha música’ é contaminado pelo samba”, garante.
Certeza que se prova definitivamente agora com o seu oitavo disco, – com o heterônimo Adriana Partimpim ela lançou dois álbuns de estúdio para as crianças – recém-lançado, O micróbio do samba. “Parece uma loucura dizer isso, e é, mas não tive vontade de fazer um disco só de sambas. O que fiz na verdade foi registrar uma safra de canções que escrevi, inteiramente contaminadas pelo samba. Até porque nunca pensei em fazer um álbum de um gênero único”, brinca.
Em 12 canções, Adriana, como não podia ser diferente, traz contemporaneidade ao ritmo e originalidade à voz ativa nas letras. Assim, por exemplo, em Beijo sem é a mulher que vai à Lapa e dispara: “Beijo bem / madrugada sou da lira / manhãzinha de ninguém / noite alta é meu dia / e a orgia é meu bem”. Ou então em Tá na minha hora, quando mais uma vez a protagonista é quem assume o papel de cair na folia nos versos “o meu coração é verde rosa /não chora, neguinho, não chora /tá na minha hora, tá na minha hora”.
Mas, na visão de Adriana, o posto que o sexo feminino ocupa nessas músicas não surgiu de uma intencionalidade forçada. “Minhas canções nascem de situações do humano, reais ou imaginárias, ou de uma mistura dos dois, mas não há nada de tão programático. Deixar claro o papel de igualdade da mulher não é tarefa que me caiba, sou apenas uma compositora”, afirma.
E é no ritmo de O micróbio do samba que Adriana Calcanhotto indica os sambistas que fizeram parte de sua formação musical. ©
BOX – NOEL PELA PRIMEIRA VEZ,
Noel Rosa
“Referência total do samba, Noel sempre esteve presente de vários modos na minha vida. Indico pela poesia presente em suas músicas e letras.”
O MUNDO É UM MOINHO,
Cartola
“Outro nome que é ícone da música brasileira. Admiro demais o trabalho do Cartola, a irreverência presente nas músicas e a sua contribuição para a história musical do país.”
CANTO DE RAINHA,
Dona Ivone Lara
“Para quem ama música, é impossível não gostar dela. Como já disse, Dona Ivone Lara não é uma mulher qualquer, é uma mulher que compõe samba-enredo.”
EU SOU O SAMBA,
Paulinho da Viola
“Não tem o que comentar sobre o Paulinho da Viola. Nome ilustre, suas composições e as parcerias que fez ao longo da vida, como com o Cartola, já falam por sí.”
SUCESSOS DE ZÉ KÉTI,
Zé Kéti
“Esse é mais um que eu ouço e amo. E não teria como ser diferente, já que compôs grandes clássicos como Opinião e Acender as velas. Tem de ser ouvido.”
créditos, link aqui.
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UAKTI
UAKTI EM ROMA
O nosso conhecido grupo UAKTI, de Minas Gerais esteve recentemente fazendo uma apresentação na Embaixada do Brasil em Roma.
O grupo UAKTI em todas as suas apresentações fora do Brasil, tem sido o grande emissário da paz entre as nações do mundo.
Sua música, de inspiração indígena, atravessa as fronteiras levando uma mensagem de harmonia e integração planetária pelos diversos países por onde passa.
Assisti em 2001 no Guggenhein de Nova York a uma apresentação e workshop do grupo. Foi uma época conturbada na cidade de Nova York com a explosão das Torres Gêmeas. Havia um contraste entre a paz e a guerra. Diante de uma platéia ainda traumatizada com a queda das duas Torres, eles acenavam com uma proposta de paz e harmonia.
Agora, novamente estarão apresentando numa Europa conturbada pelo clima de guerra, as vibrações sonoras com propostas de paz entre os homens.
Brasileiro não quer a guerra, é a favor da paz. Nos sons sem palavras eles nos tocam o coração, emitindo vibrações da terra na percussão e do espaço na flauta. A flauta nos lembra a lenda do UAKTI, um índio brasileiro que encantava as mulheres da tribo. De acordo com o depoimento de Artur Andrés, UAKTI era um índio grande, que tinha o corpo aberto em buracos. Quando ele corria pela floresta o vento, passando pelos buracos do seu corpo, produzia sons lúgubres, soturnos que atraíam as mulheres da tribo. UAKTI as seduzia. Os índios da tribo, enciumados, caçaram e mataram UAKTI. No local onde ele foi enterrado, nasceram 3 palmeiras. Os índios passaram a utilizar a madeira dessas palmeiras para tecerem flautas que, segundo eles, quando tocadas, reproduziam os sons do UAKTI correndo pela floresta. Nos rituais indígenas, as mulheres tinham que ser retiradas para bem longe, pois se ouvissem esses sons, poderiam se tornar impuras.
Assim também na Índia, Krishna, o deus da música, encantava as gopis (camponesas) com sua flauta.
Os mitos levam semelhanças e significados formais. Atravessam tempo e espaço para lembrar ao ser humano a sua origem cósmica. O índio UAKTI no Brasil, mergulhado nas florestas, lembra o deus Krishna na Índia, encantando as camponesas. Transmutar energias é o significado de ambos. Comover os corações, reverter a violência é o que todos nós sentimos.
A música deste grupo de Minas Gerais é uma música que nos conduz a um espaço interno dentro de nós, onde não existe tumulto, violência ou divisões. Na multiplicidade de instrumentos feitos com a maior variedade de materiais, tubos de PVC, cabaças, tablas, tambores, tampas de panelas, etc, Marco Antônio Guimarães, idealizador do Grupo, criou inúmeras composições. Marco Antônio tirou música até das tempestades, e os sons que ele ouviu da água batendo no chão e escorrendo do telhado, motivaram a criação do CD Águas da Amazônia, que o Grupo mostrou no Guggenhein de Nova York em 2001. Atualmente os demais componentes do Grupo, Artur Andrés, Décio Ramos e Paulo Santos têm dado continuidade ao UAKTI, não somente nas apresentações, como também acrescentando novas composições.
Recentemente, numa apresentação no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi introduzido um gigantesco instrumento de sopro semelhante aos instrumentos dos monjes budistas, cujo som lembra o timbre grave e soturno do índio UAKTI.
A música tem esta possibilidade de unir as pessoas e a estes emissários da Unidade Planetária os nossos votos de maior sucesso.
*Fotos de Regina Amaral, Sylvio Coutinho e Jefferson Oliveira
O grupo UAKTI em todas as suas apresentações fora do Brasil, tem sido o grande emissário da paz entre as nações do mundo.
Sua música, de inspiração indígena, atravessa as fronteiras levando uma mensagem de harmonia e integração planetária pelos diversos países por onde passa.
Assisti em 2001 no Guggenhein de Nova York a uma apresentação e workshop do grupo. Foi uma época conturbada na cidade de Nova York com a explosão das Torres Gêmeas. Havia um contraste entre a paz e a guerra. Diante de uma platéia ainda traumatizada com a queda das duas Torres, eles acenavam com uma proposta de paz e harmonia.
Agora, novamente estarão apresentando numa Europa conturbada pelo clima de guerra, as vibrações sonoras com propostas de paz entre os homens.
Brasileiro não quer a guerra, é a favor da paz. Nos sons sem palavras eles nos tocam o coração, emitindo vibrações da terra na percussão e do espaço na flauta. A flauta nos lembra a lenda do UAKTI, um índio brasileiro que encantava as mulheres da tribo. De acordo com o depoimento de Artur Andrés, UAKTI era um índio grande, que tinha o corpo aberto em buracos. Quando ele corria pela floresta o vento, passando pelos buracos do seu corpo, produzia sons lúgubres, soturnos que atraíam as mulheres da tribo. UAKTI as seduzia. Os índios da tribo, enciumados, caçaram e mataram UAKTI. No local onde ele foi enterrado, nasceram 3 palmeiras. Os índios passaram a utilizar a madeira dessas palmeiras para tecerem flautas que, segundo eles, quando tocadas, reproduziam os sons do UAKTI correndo pela floresta. Nos rituais indígenas, as mulheres tinham que ser retiradas para bem longe, pois se ouvissem esses sons, poderiam se tornar impuras.
Assim também na Índia, Krishna, o deus da música, encantava as gopis (camponesas) com sua flauta.
Os mitos levam semelhanças e significados formais. Atravessam tempo e espaço para lembrar ao ser humano a sua origem cósmica. O índio UAKTI no Brasil, mergulhado nas florestas, lembra o deus Krishna na Índia, encantando as camponesas. Transmutar energias é o significado de ambos. Comover os corações, reverter a violência é o que todos nós sentimos.
A música deste grupo de Minas Gerais é uma música que nos conduz a um espaço interno dentro de nós, onde não existe tumulto, violência ou divisões. Na multiplicidade de instrumentos feitos com a maior variedade de materiais, tubos de PVC, cabaças, tablas, tambores, tampas de panelas, etc, Marco Antônio Guimarães, idealizador do Grupo, criou inúmeras composições. Marco Antônio tirou música até das tempestades, e os sons que ele ouviu da água batendo no chão e escorrendo do telhado, motivaram a criação do CD Águas da Amazônia, que o Grupo mostrou no Guggenhein de Nova York em 2001. Atualmente os demais componentes do Grupo, Artur Andrés, Décio Ramos e Paulo Santos têm dado continuidade ao UAKTI, não somente nas apresentações, como também acrescentando novas composições.
Recentemente, numa apresentação no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi introduzido um gigantesco instrumento de sopro semelhante aos instrumentos dos monjes budistas, cujo som lembra o timbre grave e soturno do índio UAKTI.
A música tem esta possibilidade de unir as pessoas e a estes emissários da Unidade Planetária os nossos votos de maior sucesso.
*Fotos de Regina Amaral, Sylvio Coutinho e Jefferson Oliveira
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Oficina de Percussão
Oficina Para Iniciantes
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Barraca de tambores na General Glicério
Todos os sábados o musicista Flavio Monteiro monta sua barraca de tambores na pracinha da Rua General Glicério - Laranjeiras. Ali ele ensina rapidamente a tirar um som dos vários tambores que confecciona. Vale a pena conhecer.créditos, link aqui.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Cantigueiro
Lúcia Moniz – Como um fio de luz a bordar a vida...
Passados alguns anos sobre a edição do último CD de originais, acontece novamente um disco com canções novas da Lúcia Moniz. Passados vários anos de projetos televisivos, filmes e teatro, o gosto pela música sobrepôs-se.
A Lúcia cresceu. Quanto caminho andado desde estes fantásticos “Três gatinhos”, ou mesmo deste “O meu coração não tem cor”, do Pedro Osório.
Logo, lá para a dez da noite, serei mais um dos que terão o prazer de a ouvir, ao vivo, no Centro Cultural Olga Cadaval, cantando em estreia absoluta as canções do novo disco.
Será uma estreia também para mim. Não ouvir a Lúcia a cantar, mas porque apesar de já ter feito canções para outros cantores e cantoras, nunca até hoje um colega das cantigas me tinha pedido para escrever uma letra para uma música sua. Foi esta. Chama-se “Fio de luz”... e a artista e a produção entenderam que devia emprestar o nome ao próprio disco.
Leiam, ouçam aqui mais abaixo... e se puderem, apareçam por lá.
Fio de luz
(Samuel Quedas/Lúcia Moniz)
Sai da sombra
Vem prá luz
Que vai nascer
Sai do medo
Olha o dia
A amanhecer
Sai do frio
Olha o fogo
A acender
Acender
Sai de casa
Sai de ti
Desata os nós
Solta os versos
E a coragem
Solta a voz
Olha o sol
Que vai chegar
Pra te aquecer
Aquecer
Como um fio de lã
A tecer o amor
Como um fio de luz
A bordar a vida
Que vai chegar
Olha o sol que vai chegar
Pra te aquecer
“Fio de luz” – Lúcia Moniz
(Samuel Quedas/Lúcia Moniz)
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Telma Cavalcanti
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Brasil Memória das Artes
Gonzaguinha e Marlene: recordistas de público no Projeto Pixinguinha
Com repertório que mesclava canções de dor de cotovelo e denúncia social, a diva do rádio e o jovem compositor levantaram plateias em 1977 e 78
Gonzaguinha e Marlene: parceiros no Projeto Pixinguinha em 1977 e 78
No primeiro ano do Projeto Pixinguinha, nenhum espetáculo teve tanto público quanto o de Marlene e Gonzaguinha. Do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, passando por São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, foram 24.372 espectadores aplaudindo o show que, montado originalmente para o projeto Seis e Meia (como todos os outros do ano de estreia do Pixinguinha), inflamou plateias lotadas nos teatros em que se apresentou naquela temporada de 1977.
“Colaborou muito para essa explosão a forma com que o diretor Fauzi Arap acendeu o pavio, com elegância, inteligência e efeito dirigido”, escreveu o crítico Wladimir Soares na edição de 12 de outubro de 1977 da Folha da Tarde, de São Paulo. Destacando o fato de os dois intérpretes passarem o espetáculo inteiro no palco, o texto ainda exaltava a intensidade de Marlene (“passional, violenta, emotiva, transbordando”) e o amadurecimento de Gonzaguinha: “No último show que ele fez em São Paulo, sua presença no palco já era uma agressão constrangedora. Agora, ele entra com uma convicção de que não estão ali as pessoas que ele quer agredir. Melhor para ele e para o público.”
O repertório também facilitava a reação da plateia, intercalando números românticos e engajados. A dor de cotovelo era cantada em samba de carnaval (“Mora na filosofia / Pra que rimar amor e dor?”) e num bolero recém-composto (“Começaria tudo outra vez / Se preciso fosse, meu amor”). Já as mazelas sociais vinham à tona em antigos sucessos do rádio (“Sobe o morro e não se cansa / Pela mão leva a criança / Lá vai Maria”) e em canções como a “bluesada” E por falar no Rei Pelé?, da safra então mais recente de Gonzaguinha (“Craque mesmo é o povo brasileiro / Com os homens em cima na marcação”). Na Galeria de Áudios ouça o espetáculo na íntegra.
Surgido no começo dos anos 70, egresso do Movimento Artístico Universitário (o MAU), o carioca Luiz Gonzaga Jr. sempre trilhou um caminho musical completamente diferente do pai famoso, o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Escrevendo composições românticas ou repletas de memórias da infância vivida no bairro de Estácio (onde foi criado pelos padrinhos), caiu logo no gosto do público, gravando seu primeiro LP em 1973. Quando foi convidado a participar do Projeto Pixinguinha, quatro anos mais tarde, já tinha cinco discos lançados e fãs por todo o país.
Já a cantora Marlene, cujo fã-clube é até hoje um dos mais fiéis do Brasil, ainda emocionava plateias com sambas e marchinhas de carnaval que as consagraram na era do rádio, nos anos 40 e 50, quando travou rivalidade histórica com Emilinha Borba pela coroa de rainha do rádio. Na década de 70, aproximou-se da MPB universitária, dando novo rumo a sua carreira. Como descreveu o jornal porto-alegrense Zero Hora em 25 de outubro de 1977, era uma outra Marlene aquela viajava pelo país com o Projeto Pixinguinha: “de jeans, cabelos encrespados e em desalinho, ela canta hoje talvez até para os netos de suas primeiras fãs, na linguagem de hoje.” Veja reprodução desta e de outras matérias sobre o espetáculo na Galeria de Imagens.
O sucesso de sua dupla com Gonzaguinha fez com que a caravana voltasse à estrada na temporada de 1978, com apresentações no Rio de Janeiro e em Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Com 27.118 espectadores, foi o maior público do Projeto Pixinguinha entre as duplas que fizeram turnê pelo Nordeste. É desta segunda temporada a gravação do espetáculo que apresentamos no Brasil Memória das Artes, com acompanhamento musical de Ary Piassarolo (guitarra), Chiquinho (bateria), Cláudio Cacibé (percussão), Jota Moraes (teclado), Luizinho (violão), Mojica (piano), Paulo Maranhão e Tranka (contrabaixos).
Depois das duas temporadas ao lado de Gonzaguinha, Marlene se firmaria como a artista que mais vezes participou do Projeto Pixinguinha, com outras cinco turnês: em 1980 (com João Bosco e Novelli), 81 (com Antonio Adolfo e Wanda Sá), 84 (com Pedro Caetano, Céu da Boca e Hélcio Brenha), 86 (com Zeca do Trombone e Alceu do Cavaco) e 93 (sozinha).
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domingo, 30 de janeiro de 2011
Cantigueiro
Renato Teixeira – Os autores, esses desconhecidos
No mundo das cantigas identificamos, antes de tudo, as cantoras e os cantores. Independentemente dos conceitos de cada um de nós sobre o que é cantar mal ou bem, tendo uma "bela" voz ou nem por isso, são os intérpretes o veículo das melodias e das palavras que nos empolgam para enfrentar a vida, que nos enternecem, ou que, muito simplesmente nos divertem. As cantigas ficam para sempre ligadas aos seus intérpretes. De tal modo que, quase sempre, ouvimos dizer que esta ou aquela canção é de fulana ou de beltrano, que a cantam, independentemente do facto de uma enorme parte dos intérpretes de canções nunca ter composto ou escrito canção alguma.
No entanto, por detrás de cada cantiga existem autores. Aqueles que apenas escrevem letras ou músicas, ficando na sombra e aqueles, a que gosto de chamar “cantautores” e que, com mais ou menos voz, dão a cara pelas suas obras, cantando-as.
Esta é a altura certa para a entrada em cena do nosso convidado de hoje, o brasileiro Renato Teixeira, criador e defensor da música “caipira” (não confundir com o subproduto mais comercial, a música “sertaneja”), instalado há muitos anos nos corações de uma boa fatia do povo brasileiro. Renato Teixeira nasceu em 1945, tem a arte de fazer grandes canções e seria por cá também muito conhecido, não fosse o facto de nós não “pescarmos” quase nada de música brasileira e portanto, para nós, a sua canção mais conhecida ser apenas aquela canção fantástica "da Elis Regina”... a “Romaria”.
Renato Teixeira gosta de explicar as suas canções, ou, pelo menos, dar uma ideia da razão por que as escreveu. Por vezes o desespero é tanto, o milagre é tão necessário, que mesmo aqueles que não sabem como rezar, esperam comover a Santa apenas com o seu olhar... – diz ele a propósito duma passagem da sua “Romaria”.
Sobre quem aqui vem cantá-la com ele, para além de dizer que já é repetente e de repetir que se trata de uma cantora que na sua vida “normal”, não poucas vezes (para mim, claro!) pisa o risco do “brega”, o nosso “pimba”... mas em brasileiro, é bom constatar que continua a fazer estas “fugas” para cantar grandes canções, normalmente em duos memoráveis. Aí está ela, a Ivete Sangalo, sentada, sem levantar “poêra, poêra”, muitíssimo grávida e acariciando discretamente o bebé enquanto canta... iluminando a mina escura e funda, o trem da nossa vida...
Bom domingo!
“Romaria” – Ivete Sangalo e Renato Teixeira
(Renato Teixeira)
por Samuel, créditos link aqui para assistir ao vídeo.
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Telma Cavalcanti
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