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segunda-feira, 7 de março de 2011

DAS ARTES

PAUL CÉZANNE

Os jogadores de carta

Cézanne, filho ilegítimo de um rico banqueiro, nasceu na França em 1839. Quis ser artista desde a infância, porém seu pai desaprovava. O medo da insegurança - por ser adotado - e o medo de seu autoritário pai, o perseguiram por toda a vida. Mas aos 22 anos conseguiu ir para Paris estudar arte e conviver com artistas.

Era um jovem com grandes momentos de depressão e seus sentimentos de baixa-estima o levaram a destruir muitas de suas obras. Era desesperado por ser aceito na elite artística de Paris. Assim voltou mais tarde para sua cidade Aix-en-Provence. Mas em 1862 retornou à Paris para viver como artista.

Ao lado de seu grande amigo Émile Zola tornou-se ativamente político e revolucionário. Dizia que o artista é um mero gravador de percepções sensoriais e que poderia revolucionar a pintura apenas com uma maçã... De fato, suas naturezas mortas são grandiosas pela espontaneidade dos tons. Com o tempo sua pintura tornou-se simplificada ao ponto de ser reduzida a limites quase geométricos, quase cubistas, conseguindo efeitos de perspetiva apenas pelo uso da cor.

O próprio Cézane definia seu estilo como arquitetônico; ele dava ao corpo uma abstração natural, não queria nada além de superfícies e volumes pictóricos, segundo o russo Malevitch sobre seu quadro Os Banhistas, enchia a tela com volumes e cor, superando o traço.
leia mais, link aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Das Artes Tais Luso

A INVENÇÃO DO OURO NAS ARTES E ADORNOS



Elmo sumério na tumba de Meskalamdug

O ouro, conhecido desde a antiguidade, não tinha nenhuma utilidade prática, mas foi usado ao longo da história como símbolo de prestígio. Sua história de sucesso começa no terceiro milênio a.C, quando os sumérios - primeiro povo a habitar a região da Mesopotâmia -, aperfeiçoaram o tratamento do metal com fins de ostentação de riqueza. Poderia se dizer que a história da ourivesaria e suas técnicas na manipulação do ouro se espalharam através dos sumérios para todas as civilizações antigas. 

Em algumas escavações, feitas por arqueólogos, o metal foi encontrado entre dois ladrilhos de terracota, perdido e prensado no chão de uma construção em Larsa, na Mesopotâmia. A princípio foi reconhecido pela sua durabilidade, inalterabilidade, beleza e divisibilidade.

Era um metal mole, facilmente riscável, oferecia poucas vantagens, exceto sua raridade e seu aspecto reluzente. O economista K.Polanyi chamava-o de luxuries, por oposição às necessidades das sociedades não igualitárias, sendo de uso dos ricos e poderosos...continue lendo ,link aqui

domingo, 26 de dezembro de 2010

Mathaf: Museu de Arte Moderna Árabe

Mathaf: Árabe Museu de Arte Moderna vai abrir ao público em 30 de dezembro de 2010, em Doha, no Catar e vai apresentar exposições e programas que exploram a arte árabe moderna.Com uma coleção de mais de 6.000 obras,representa as principais tendências e os locais de produção de arte árabe moderna e abrange de 1840 até o presente.Programas on-line também irão reforçar o seu papel como um centro global de pesquisa, diálogo e bolsa. O objetivo é engajar os artistas, escritores, estudantes, estudiosos e ao público mais amplo possível.O museu ocupará temporariamente o antigo edifício da escola na educação da cidade de Doha, que foi re-projetado para Mathaf pelo arquiteto francês Jean-François Bodin.O museu é o resultado de mais de duas décadas de atividade de Sua Excelência,o xeque Mohamed Hassan bin Ali bin Al-Thani.
creditos: Das Artes
quatar

sábado, 25 de dezembro de 2010

DAS ARTES Tais Luso

ELIFAS ANDREATO / Designer gráfico

Elifas Andreato em seu atelier

Quando criei este blog, minha proposta foi de mostrar todos os tipos de arte; não mostrar apenas um segmento das artes plásticas, mas tudo que é considerado arte.

E hoje trago Elifas Andreato, considerado um expoente do designer brasileiro e requisitado há mais de 40 anos, quando começou como designer e ilustrador para vários artistas renomados da música popular brasileira, tais como: Pixinguinha, Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Vinícius de Morais, Zeca Pagodinho... Sempre produzindo uma arte reconhecida no país e no exterior pela sua alta qualidade.

O dom para desenho descobriu aos 14 anos, na Fiat Lux, em São Paulo. Foi lá que, com outros companheiros, aprendeu a ler. Nas charges que passou a fazer para o jornal dos operários da fábrica já se revelava um contestador.

Em seguida começou a retratar, em quadros, cenas de sua infância pobre. Descoberto pela crítica de arte Marli Medaglia, o ‘menino’ Elifas virou matéria de jornal e apareceu na televisão. Pelo cenário que fez para o cinqüentenário da fábrica que seria visitada pelos ingleses, Elifas ganhou dinheiro para estudar arte.

Em 1969 começou seu trabalho nas revistas Claudia, Quatro Rodas, Realidade e Veja, Revista Japonesa Latina e tantas outras, uma variedade de publicações tão diferentes entre si. Não era exatamente o que ele sonhava, mas quando se é pobre, segundo disse, não se tem escolha. Mas foi uma escola excepcional.

Em 1970 foi o responsável pelo projeto gráfico da coleção ‘História da Música Popular
Brasileira’, chamado por Victor Civita, da Editora Abril. Os LPs chamavam atenção pela sua capa e encartes arrojados. Conseguia retratar o espírito do artista, através de vários encontros que tinha com eles. Um bar e uma mesa de sinuca eram o suficiente para conhecer e tornar-se amigo dos artistas, e daí começar a ‘obra’. A coleção teve fascículos dedicados a Cartola, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues e Pixinguinha. Foi um dos trabalhos mais importantes de sua carreira.

Uma mera capa de disco transformava-se numa obra de arte quando assinada por Elifas. Entre o período de 1970 a 1984 suas capas de LPs e encartes atingiram por volta de 500 obras. Eram arrojadas e coloridas. Seus cartazes anunciando peças de teatro, shows e eventos são magníficos.

Elifas Andreato nasceu em Rolândia/Paraná em 1946. Foi militante político na época da ditadura militar. Oriundo de família pobre e alfabetizado só na adolescência, foi referência no meio intelectual e artístico do Brasil.

Sua luta, como pessoa, foi a favor da união e solidariedade do povo, contra um indivíduo induzido pelo sistema. Implementou em seu trabalho a idéia de construir, de fato, uma perspectiva nova para o país.

“Fiz do papel meu confidente. Nele, contei os dias e as noites do País. As vitórias e derrotas do povo, minha admiração pela infância. E é sempre bom lembrar: não há desgraça maior para uma nação do que matar os sonhos de suas crianças”.
Agora, insisto e persisto. Pois nunca mais terei 40 anos”.
cartaz Morte do Caxeiro / Arthur Miller
cartaz / Quem tem medo de Virginia Woolf