quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cineclube Ciência em Foco: Cineclube Donana promove imersão cinéfila com trilogia de Coppola

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Fotocolagem: 6 por vez. FOTOCOLAGEM publica portfólio de leitores

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ARTE EM ANDAMENTO: O RESGATE DO BOM GOSTO

ARTE EM ANDAMENTO: O RESGATE DO BOM GOSTO: "Em show dirigido por Nana Caymmi, o cantor Manoel Francisco vai de Piaf a Caymmi num apresentação marcada pela delicadeza O porão da C..."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Revista da Cultura


créditos:link aqui







Um dos mais bem-sucedidos empresários do ramo de entretenimento do país, Ricardo Amaral conviveu com a alta sociedade brasileira e o jet set internacional. Proprietário de casas noturnas de grande sucesso como Papagaio, Hippopotamus e Metropolitan, vivia ao lado de famosos e poderosos, o que lhe rendeu inúmeras histórias de glamour e escândalos na noite e no mundo do show business. Artistas, políticos, modelos, jornalistas, empresários, bicheiros, divas e até os mafiosos estão presentes no espetáculo de suas recordações. Elas carregam um pouco de tudo, num entra e sai de personagens e situações, com nuances circenses – como define o empresário em sua recém-lançada biografia Ricardo Amaral apresenta: Vaudeville – memórias.

Nascido e crescido em São Paulo, Amaral iniciou sua carreira no jornalismo, tendo como mestres Samuel Wainer e Paulo Machado de Carvalho. Foi um dos pioneiros do colunismo social, mas é como empresário da noite carioca que conquista espaço nas mais importantes rodas da elite brasileira. “Ouço histórias que vivi, presenciei e em que tive participação ativa sendo contadas de formas tão diferentes que digo na introdução do livro que os fatos contados são verdadeiros, mas não consigo afirmar se realmente aconteceram. É uma grande gozação com esses adaptadores de histórias. Mas juro que meu testemunho é o mais límpido produto de absoluta imprecisão”, brinca.

Nessa “vaudeville brasileira”, Amaral não economiza palavras para expor casos comprometedores. Narra como conquistou a antipatia de Chico Buarque, ou quando João Gilberto o fez de “babaca” – como o próprio autor descreve –, passando pelas “marmeladas” dos concursos de beleza, em que participava como jurado. Num deles, convencido pela amiga Hildegard Angel, premiou Maria da Graça Meneghel, que depois se tornaria a Xuxa. “Escrevi sobre histórias inusitadas, aquelas que interessam aos voyeurs que adoram dar uma espiada para entender um pouco do que aconteceu nestas últimas décadas. Não tive reações negativas das pessoas comentadas no livro, só daqueles que não foram citados. Se tivesse de contar tudo o que vi, teríamos de fazer pelo menos 20 edições de 500 páginas”, garante. Entre acordos políticos, sociedades, início e fim de relacionamentos, Amaral recomenda aqui biografias das personalidades que estiveram presentes em sua trajetória. ©


Cinema

"Zé Colmeia - O Filme" é para assistir com as crianças

por Thais Kuzman - 25 de janeiro de 2011
Zé Colmeia e o centrado ursinho CatatauZé Colmeia e o centrado ursinho Catatau
Para quem cresceu vendo as saídas estratégicas do Leão da Montanha, a cantoria de Dom Pixote ou os planos infalíveis de Pepe Legal, parece quase irresistível assistir a um filme protagonizado por alguém da extensa turma criada por Joseph Barbera e William Hanna, como o urso Zé Colmeia e de seu fiel escudeiro, Catatau. Passada a nostalgia, entretanto, o longa que leva o nome do ursão viciado em cestas de piquenique pouco tem para agradar aos adultos. LEIA MAIS: “Enrolados” atualiza conto de Rapunzel
Na tranqüilidade do Parque Jellystone, a dupla de protagonistas articula maneiras de roubar as guloseimas dos visitantes e de despistar o guarda Smith (Tom Cavanagh). A calma é abalada quando o inescrupuloso prefeito e seu assessor decidem desmatar o local na ânsia de conseguir dinheiro para alimentar uma campanha política.
Convencido de sua própria inteligência, Zé Colmeia quer ajudar Smith a preservar a área verde. Só que as técnicas do urso espertalhão, como dancinhas engraçadas e um show de esqui aquático, se mostram um fracasso e impulsionam o fechamento do parque. Derrotados, eles precisam da força de Catatau e de Rachel (Anna Farris), uma documentarista da natureza, para combater os políticos corruptos.
É de se espantar que com o avanço do gênero “infantil”, que recentemente trouxe os emocionantes e engraçados “UP – Altas Aventuras” e “Meu Malvado Favorito”, os estúdios ainda invistam em uma trama tão ingênua e previsível. A superficialidade da história fica evidente tanto nas escolhas óbvias do roteiro, quanto na construção caricata dos personagens. Há momentos de diversão, no entanto, muitos deles mais calcados no carisma dos ursinhos feitos por computador do que pelas piadas propostas pelos diálogos.
Outro ponto a se destacar é a naturalidade com que os protagonistas digitais passeiam e interagem com os atores de carne e osso sem causar nenhum estranhamento. A técnica, a mesma do fofo “Alvim e os Esquilos”, não parece ter avançado, mas também não deixa nada a desejar.
“Zé Colmeia – O Filme” espertamente tem 80 minutos de duração, tempo suficiente para não cansar os pequenos, os mais satisfeitos com a aventura. As crianças, aliás, são fator importante para um adulto curtir o longa: o que está na tela não agrada tanto, mas as gargalhadas delas são irresistíveis.

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Exposição

azul, preto e branco

Exposição compila o olhar do fotógrafo Klaus Mitteldorf sobre São Paulo

por Estela Cotes - 23 de janeiro de 2011
Sombras no AnhangabauSombras no Anhangabau
O paulista Klaus Mitteldorf nutre um sentimento claustrofóbico sobre São Paulo. Em 2008, essa sensação virou projeto: ele fotografou e pediu para as pessoas fotografarem as cenas de um ônibus lotado. O primeiro fotógrafo especializado em surf no Brasil, famoso por seu trabalho em moda e publicidade, propõe agora um olhar diferente sobre a cidade natal.

LEIA MAIS: Artes em 2011: novos nomes e mais exposições são as apostas do curador e crítico Cauê Alves

Para comemorar os 457 anos de São Paulo, Klaus abre na terça (25) a exposição “São Paulo Blues”, no MIS. A mostra traz uma seleção do livro homônimo (Editora Terra Virgem),  que ele lança no mesmo dia. As 39 fotos são resultado de 10 anos percorrendo vários pontos da metrópole, da Cracolândia à Ponte Estaiada, do Centro “velho” à executiva Faria Lima.

As imagens foram modificadas por um tratamento azul ou negativo. A falta de cores mantem presente aquele sentimento rígido, de uma São Paulo não calorosa, um pouco sombria até. Klaus apresenta um novo olhar sobre o movimento da cidade. Destaca as sombras do Anhangabaú, distorce os prédios da Faria Lima, acentua os recortes da arquitetura paulistana e da textura à paisagem cinza do metrô.

“São Paulo Blues”
MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Avenida Europa, 158, Jardim Europa
Tel.: (11) 2117-4777
De terça a sábado, das 12h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 21h
De 25 de janeiro à 20 de março
Entrada Franca

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