quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Arquitetura

shell house: uma casa de fantasia

publicado em arquitetura por diana ribeiro | 12 comentários
Foi na Natureza, uma das suas principais inspirações, que o arquitecto Javier Senosiain se baseou para desenvolver este projecto. A casa Nautilus tem o formato de uma concha em espiral, pois o objectivo era que os seus moradores pensassem estar “a viver dentro de um caracol”. Considerada um dos grandes exemplos da arquitectura orgânica, este espaço singular transformou cada divisão num ambiente quase mágico.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain.
Na Cidade do México, entre vários edifícios mas rodeada de um enorme espaço verde e com uma privilegiada vista para as montanhas, foi construída a casa Nautilus. Este projecto da autoria de Javier Senosiain não deixa ninguém indiferente devido ao seu curioso design.
O arquitecto, que frequentemente se inspira na Natureza para os seus trabalhos, desenvolveu a planta desta casa a partir da imagem de um caracol. A Nautilus, apresenta, pois, o formato de uma concha em espiral, tanto no exterior como no interior. Toda a moradia foi também projectada segundo as ideias de Frank Lloyd Wright e Antonio Gaudi. Javier baseou-se nos princípios da arquitectura orgânica, presentes na obra de ambos. Daí a sua atenção às necessidades de quem habita a casa, ao espaço em redor e à influência que a própria arquitectura tem nos habitantes.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain (fotografia de Jaime Jacott).
Tal como outra casa, a Nautilus possui todas as divisões normais: quarto, sala de estar, sala de jantar, cozinha e casa-de-banho. A diferença é que não existem separações internas entre cada uma e os pisos são ligados por uma escada em espiral. Exactamente quando se entra, temos a escada à nossa frente. E já dentro, para além da percepção do espaço interior, vemos que o exterior continua presente: as plantas ocupam o largo corredor e o reflexo dos vitrais da fachada principal ilumina-o. Este jogo de formas, cores e luzes é igualmente inspirados nos detalhes de Gaudi.
Em casa, nada é paralelo. Nem as paredes, nem mesmo o chão. O arquitecto refere que viver aqui é uma experiência a três dimensões, num ambiente tranquilo e fluido, dominado pelas formas curvas e algumas surpresas. Por exemplo, a sala de estar emerge desde o interior do jardim e a mesa da sala de jantar é puxada da própria parede.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain (fotografia de Jaime Jacott).
Como se os moradores estivessem numa viagem, basta pisar as escadas para prosseguir caminho. No piso seguinte, vamos encontrar a sala de estar e uma sala de estudo, com vista para as montanhas. Na parte traseira e mais reservada da Nautilus estão os quartos, a casa-de- banho, os closets e a cozinha. “O meu objectivo era que pensassem estar a viver como um caracol, andando de divisão em divisão…”.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain (fotografia de Jaime Jacott).
Construída com materiais em cimento e aço, a forte estrutura da casa dispensa grandes manutenções e oferece uma boa resistência a tremores de terra. O seu sistema de ventilação permite ainda que a temperatura ambiente se adeque às estações do ano. Quando se abre a porta e o ar entra, fica mais frio ou mais quente conforme seja Verão ou Inverno. Javier não podia ter ficado mais satisfeito com o resultado final: “Quando vi, fiquei muito surpreendido por ser o que tinha idealizado”. Esta casa, quase retirada de um conto de fantasia, é habitada por um casal e dois filhos.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain.
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© Casa Nautilus, Javier Senosiain.
dianaribeiro
Sobre a autora: diana ribeiro gosta de cores, comer algodão doce, ouvir as ondas do mar, cheirar e tocar em livros novos. Não dispensa o uso de nenhum dos sentidos. Saiba como fazer parte da obvious.

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