Salve, Jorge!
Bom, eu creio em sinais. Creio em sinais e a eles entrego-me sem qualquer resistência. Viajei madrugadas no Grande Guerreiro na internet, dediquei-lhe um tempo, a descobri- lo em iconografia e lendas medievais que falam de coragem, de Fé, de idealismo, determinação e de amor. É o santo mais popular do Catolicismo. No Brasil, trazido pelos portugueses, ganhou de imediato o coração de pretos e brancos, índios, mestiços. Fácil entender por quê.
A São Jorge é dedicada esta edição do Geléia Geral.
São Jorge na tela e no papel
A São Jorge é dedicada esta edição do Geléia Geral.
São Jorge na tela e no papel










Wassily Kandinsky (1866-1964) - pintor russo-francês, , ligado ao movimento Bauhaus, introdutor da abstração nas artes visuais
Litogravura de Salvador Dalí (1904-1988) - pintor, desenhista, gravador catalão, surrealista
Afresco de Cândido Portinari (1903-1962) - pintor brasileiro, modernista


SÃO JORGE, HISTÓRIA E SIMBOLISMOS
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Guerreiro da Capadócia, militar do Império Romano no tempo do imperador Diocleciano, Jorge converteu-se ao cristianismo e lutou contra as perseguições do imperador aos cristãos. Foi por isso morto – torturado, depois decapitado no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia, na Palestina.
O culto a São Jorge vem do mesmo século 4 , quando os restos mortais do santo foram transportados para Lídia (antiga Dióspolis), onde foi sepultado, e onde o imperador cristão Constantino fez erguer um oratório . Seu culto espalhou-se imediatamente por todo o Oriente. Constantinopla, Egito, Armênia, Grécia, Império Bizantino, passando em seguida ao Ocidente. A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país.
O Santo Guerreiro é também padroeiro de Portugal e da Catalunha.
São Jorge e a morte do dragão
A imagem do cavaleiro contra o dragão está relacionada a lenda criada a partir da Idade Média.
A lenda
Horrível dragão saído das profundezas de um lago, havia sitiado uma longínqua cidade do Oriente. Para não destruí-la pelo fogo, o monstro exigia regularmente que lhe entregassem jovens mulheres para serem devoradas. Um dia coube à filha do Rei, Sabra, lhe ser dada em oferenda. O pai, dilacerado, não teve opção. Surge então um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia, montado num cavalo branco, que após duro combate, venceu o dragão, libertando a princesa pela qual se apaixona, e com quem finalmente se casa.
Metaforicamente interpretados, o dragão seria o Mal, as forças demoníacas. A princesa, a província libertada. A libertação, o cristianismo, a espiritualidade. O amor, a marca do Cristo, e o casamento, a adesão à Fé cristã.
São Jorge no Brasil
Procissão de Corpus Christi, em gravuras de Debret, Brasil, Rio de Janeiro, sec. 19. Na imagem de cima, representação de S. Jorge.
Créditos, link aqui
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